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Sexta-feira, 19 de Maio de 2017 - 16h44 - Atualizado em: Sexta-feira, 19 de Maio de 2017
Temer e Aécio agiam juntos para impedir avanço da Lava Jato
Ministro do STF Luiz Edson Fachin determinou abertura de inquérito contra Temer
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que o presidente Michel Temer e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) agiram "em articulação" para impedir o avanço da Lava Jato.

A afirmação consta da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin que determinou a abertura de inquérito para investigar Temer, Aécio e o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) por corrupção passiva e obstrução à Justiça.

O inquérito está relacionado ao acordo de delação de executivos da JBS. A decisão foi divulgada nesta sexta (19).

"Além disso, verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio de controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos", afirma Janot.

"Desta forma, vislumbra-se também a possível prática do crime de obstrução à Justiça", completa o procurador-geral da República.

No pedido para investigar Temer e Aécio, a procuradoria afirma que o senador teria "organizado uma forma de impedir que as investigações [da Lava Jato] avançassem por meio da indicação de delegados que conduziriam os inquéritos, direcionando as distribuições."

Denúncias

Na quarta (17), o jornal "O Globo" divulgou que o dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, havia gravado conversa com Temer em que o presidente dava aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Joesley e outros executivos da JBS fecharam acordo de delação premiada. O acordo foi homologado na quinta (18) pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

Também na quinta, Fachin liberou o audio da conversa entre Temer e Joesley Batista. O trecho do diálogo em entre Temer e Batista com a referência a Eduardo Cunha é o seguinte, conforme a gravação:

Joesley Batista: Agora... o negócio dos vazamentos. O telefone lá [inaudível] com o Geddel, volta e meia citava alguma coisa meio tangenciando a nós, e não sei o que. Eu estou lá me defendendo. Como é que eu... o que é que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Eu tô de bem com o Eduardo, ok...

Temer: Tem que manter isso, viu... [Inaudível]

Joesley: Todo mês. Também. Eu estou segurando as pontas, estou indo. Esse processo, eu estou meio enrolado aqui no processo, assim [inaudível]...

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou, em pedido de investigação ao STF, que houve “anuência” do presidente Michel Temer ao pagamento de propina mensal para comprar o silêncio de Cunha por parte de Joesley Batista.

Ainda na quinta, em pronunciamento no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer negou que tenha atuado para calar Cunha. Em nenhum momento autorizei que pagasse a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém", afirmou o presidente.


Fonte: G1


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