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Terça-feira, 13 de Junho de 2017 - 07h38 - Atualizado em: Terça-feira, 13 de Junho de 2017
Por que o Inter não imagina expulsão da Série B em julgamento nesta terça
Caso Victor Ramos pode ter último julgamento nesta terça, com Inter à perigo
Foto: Marco Galvão/Estadão Conteúdo

O Internacional não acredita que será expulso da Série B. Nesta terça-feira (13), o julgamento do uso de emails adulterados no 'caso Victor Ramos' pode gerar uma série de punições ao clube, mas a estratégia de defesa colorada tem por base a falta de dolo e o relatório do inquérito que gerou a denúncia.

"Está claro que o Inter nem falsificou nem sabia que havia isso nos documentos. Além de outras circunstâncias que me parecem que levam até uma absolvição, ou, na pior da hipóteses, uma condenação longe da pena máxima. A exclusão de uma competição seria uma pena muito grave e não vemos gravidade nos fatos que justifiquem isso. A decisão, é claro, será no julgamento, mas não há justificativa para isso. E vamos produzir provas para mostrar a falta de cabimento desta situação", disse o vice-jurídico do clube gaúcho.

Confira, abaixo, os argumentos do Internacional para confiar na absolvição.

Inter não falsificou nem sabia de falsificação

O principal ponto do Internacional para acreditar em permanência na Série B é referendado pelo relatório do inquérito que apurou os emails adulterados. No documento, elaborado pelo auditor Mauro Marcelo, do STJD, está explícito que o Internacional não falsificou os documentos ou mesmo sabia de sua falsificação.

De acordo com o rastreamento do email original e do que o Inter utilizou no processo, a adulteração foi feita pelo empresário de Victor Ramos na ocasião, Francisco Godoy. Posteriormente, o próprio admitiu que modificou a mensagem original para 'facilitar o entendimento dos mexicanos' do Monterrey, dono dos direitos do atleta.

O email, já adulterado, foi encaminhado a outro agente e depois a um advogado até chegar no Colorado. A mensagem ficou apenas 81 minutos na caixa de correspondência dos advogados que representavam o clube até ser anexado ao processo. Sob a ótica do Inter, prova-se, aí, a falta de má fé do clube com tais dados.

A pena mais grave não caberia neste caso

A pena de expulsão de uma competição é a mais grave entre as tipificadas no artigo do Código Disciplinar da Fifa em que o Inter está denunciado. Em casos semelhantes, é possível aplicação de uma multa, afastamento de envolvidos, impossibilidade de realizar transferências por um determinado período e, por fim, a exclusão.

Como não sabia de adulteração e não adulterou os emails, o Inter acredita que esta hipótese é remota. E também baseia-se no que disse o autor da denúncia, o procurador-geral do STJD, Felipe Bevilacqua, que definiu como 'remota' a chance de exclusão.

Perícias favoráveis anexadas de forma espontânea

Durante o inquérito realizado pelo STJD, o Internacional, de forma espontânea, contratou quatro perícias diferentes para anexar ao processo. A primeira foi a chamada 'investigação forense' realizada pelo perito em segurança digital Guilherme Macedo. Assim, comprovou-se o caminho percorrido pelos emails até o Inter.

Ainda foi feita um estudo de comparação nas mensagens, uma perícia de linguística realizada pelo professor Cláudio Moreno a fim de comprovar que o conteúdo dos documentos originais e adulterados não eram tão diferentes e, por fim, uma perícia jurídica realizada pelo advogado Miguel Reale Júnior, que entendeu que os documentos poderiam ser utilizados.

Não houve prejudicados ou beneficiados

Por fim, como não houve qualquer clube beneficiado ou prejudicado de fato com o uso dos emails adulterados, o Colorado acredita que a pena mais grave não pode ser aplicada. O STJD arquivou o caso, o Tribunal Arbitral do Esporte entendeu que não tinha capacidade de julgar o fato, o Vitória não perdeu pontos e o Inter foi para a Série B. Desta forma, não houve qualquer reflexo real do uso dos emails em competições ou na vida dos clubes.

Além disso, o Inter acredita que a Série B é um campeonato já em disputa. Tirar o clube da competição poderia gerar um transtorno muito maior do que a necessidade que se impõe.

Além do clube será julgado o ex-presidente Vitório Píffero. O mandatário na ocasião pode ser multado ou afastado do futebol por até dois anos. O julgamento começa às 15h (de Brasília), na sede do STJD, no Rio de Janeiro. Participarão o presidente da 5ª Comissão Disciplinar da entidade, Rodrigo Mendonça Raposo, o vice-presidente José Marcelo Nascimento, e os demais auditores: Eduardo Affonso De Santis Mendes, Maurício Alexandre Perna Neves e Flávio Boson Gambogi.

Independente do resultado do julgamento, cabe recurso de qualquer uma das partes. O recurso levaria um novo julgamento ao Pleno do STJD.


Fonte: Uol/ esporte


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