Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017 - 20h34
Mulher morre em hospital após suposta picada de cobra
Vítima morreu na tarde de sexta-feira, no hospital de Tunápolis
Foto: Divulgação/O Imagem

A família da agricultora Terezia Kothe Kappaun, 57 anos, registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia de Polícia de Tunápolis, pedindo a apuração da morte da agricultora, que estava internada no hospital do município.

Supostamente, ela teria sido picada por uma cobra quando trabalhava na lavoura na tarde de quinta-feira, 14, por volta das 16h15, na comunidade de Linha Fátima, interior do município.

Terezia morreu por volta das 14h da última sexta-feira, 15, no quarto onde estava internada, após uma parada cardíaca.

Segundo a filha da vítima, Cristiane Kappaun, a mãe estava cortando pasto na lavoura, acompanhada do marido, quando sentiu a picada e uma dor intensa na perna direita, na altura do tornozelo.

No entanto, eles não viram que tipo de animal a picou. Imediatamente, ela foi levada para casa e meia hora depois para o hospital da cidade.

No posto, segundo Cristiane, a mãe demorou a ser atendida, já que, segundo a atendente, não era um caso de emergência.

Ainda segundo a filha, o médico que a atendeu também não deu muita importância, apesar da dor insuportável que a mãe sentia.

Ele teria dado um medicamento para dor e mandado a paciente para casa, mas a família não aceitou e pediu que ela ficasse internada.

Após isso, fizeram coleta de sangue para análise. De acordo com Cristiane, foram ministrados outros medicamentos e colocada a paciente no soro.

Cristiane afirma que o estado da mãe começou a piorar muito no outro dia e que ela sentia dores muito fortes na perna e no abdômen.

No início da tarde de sexta-feira o quadro se agravou e Terezia teve uma parada cardíaca, morrendo às 14h.

De acordo com Cristiane, o hospital teria dado a opção de fazer ou não a necropsia, já que tinha sido uma morte natural.

A família foi então à Delegacia de Polícia e registrou o BO, exigindo a presença do Instituto Geral de Perícias (IGP) para um laudo oficial. A família suspeita de negligência médica.

INQUÉRITO

O delegado da Comarca de Itapiranga, Wesley Andrade, responsável pelo caso, disse que aguarda o laudo do IGP, o qual será expedido após a conclusão dos exames de sangue em Florianópolis, que vão determinar se havia presença de veneno e o que teria causado a morte.

Andrade adianta, entretanto, que deverá ser aberto um inquérito para dirimir quaisquer dúvidas, mesmo que o laudo não detecte veneno.

A direção da Sociedade Hospitalar de Tunápolis ainda não se manifestou sobre o caso.


Fonte: O Imagem


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